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Sucessão 2010 para o governo de Rondônia Imprimir E-mail

Segue uma leitura científica do atual quadro da sucessão para o governo de Rondônia em 2010.

Segundo Dejanir Haverroth, até o momento não houve nenhuma surpresa no que já foi apurado na pesquisa que está em andamento pelo IRPE, porém já é possível se fazer uma leitura da atual configuração.
Nenhuma liderança se destacou de forma significativa para o Governo do Estado. Cada nome tem seu peso maior em sua região com certa expressão estadual. Os números deverão ser apresentados à imprensa nos próximos dias.
Muitas coisas podem acontecer nos próximos dias. Políticos do congresso nacional, ligados ao presidente Lula, buscam aprovar um projeto que estende o atual mandato para mais dois anos. Se isso acontecer, o que deverá ser antes do mês de outubro/2009, as eleições não acontecem mais em 2010, e sim em 2012. Até lá essas configurações não terão mais validade, e se construirão outros quadros para a disputa da sucessão.
Outro ponto a ser considerado, é a possibilidade de mudança de partido antes de Outubro. Essa "janela" pode fazer com que nomes fortes deixem seus partidos para não submeterem às disputas internas, e filien-se a outros partidos para concorrerem ao governo.

Leitura:

PT: O PT deve disputar com o Eduardo Valverde. Esse é um político que tem um trabalho desenvolvido em todo o Estado e, ao contrário de Fátima Cleide, seu nome está sempre crescendo na opinião pública. bRoberto Sobrinho não deve deixar a prefeitura de Porto Velho, especialmente se o PMDB lançar candidatura própria. O maior cabo eleitoral do partido deverá ser o atual presidente da república, Lula.

PMDB: O PMDB lançou Confúcio Moura, que é um nome de expressão no partido, mas é possível que ele seja apenas um balão de ensaio e um pára-choque do Senador Valdir Raupp ou Marinha Raupp, que podem mudar o jogo a qualquer momento, de acordo com seus interesses. Outro nome forte dentro do PMDB é do Deputado Federal Natan Donadon, que tem um trabalho em todo o Estado, com grande reconhecimento em toda a mídia. Na verdade, a posição do PMDB é uma incógnita, apesar de parecer evidente a posição do partido. Outra pré candidata do partido é Sueli Aragão, ex-prefeita de Cacoal. É pouco provável que ela consiga viabilizar sua candidatura, mesmo poruqe ela não tentos votos quanto imagina.

PTB: O nome forte do partido, e que deve vir com força é o empresário Acir Gurgacz. Ele não é muito popular e detém uma das maiores rejeições dentre os nomes para a próxima eleição, porém já começou a articular e trazer para o seu lado lideranças em vários municípios. Não se deve subestimar Acir Gurcacz e o PDT, porque, além da mídia que o grupo controla, supostamente haverá muito recurso envolvido.

A Situação:  O grupo da situação, liderado pelo governador Ivo Cassol, vive um momento delicado. Caso Cassol consiga controlar o desejo dos seus pupilos, culminará em um único nome. Mas existe a possibilidade de rachar até as convenções.
Pelo menos três nomes disputam a “benção” de Cassol: João Cahula, vice-governador e o primeiro na sucessão, segundo o desejo do governador; o presidente da assembléia, Neodi Carlos, que ainda não decolou e é pouco provável que consiga; Expedito Junior, senador da república e principal responsável pelo processo que poderá tirar o mandato de Cassol e dele própio.
Segundo comentário de bastidores, Expedito é o ultima cartada de Cassol, caso os demais pupilos não consigam decolar. Nesse grupo a indefinição não está apenas no desejo do governador ou na possibilidade de se elegeram.
Outro fator deverá definir o nome ou fragmentar esse grupo tão grande, porém heterogêneo e instável: é a possível cassação do governador Ivo Cassol e do Senador Expedito Junior, ambos pelo mesmo processo de compra de votos na última eleição.
 
Dejanir Haverroth

 
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