Anatomia Política – Maio De 2017

Anatomia Política – Maio De 2017

    15FE10 (49)

    Vou começar minha coluna me justificando a uma leitora que escreveu duras criticas a esta coluna em e-mail enviado a mim. Segundo ela, eu não estou “preocupado com o povo quando falo de política”. Ela pode ter razão, mas esta coluna não tem o objetivo de mudar a opinião das pessoas. Aqui eu apenas faço análises com base em leituras de pesquisas feitas pela revista. Portanto, com base na opinião das pessoas. Minha ideologia eu defendo em outros editoriais.

    Eleições para governo em Rondônia

    As últimas enquetes feitas pela Revista Enquete no Estado confirmam o que vem se falando nas análises mais recentes.

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    Pelo menos quatro grupos se articulam para lançar candidatura ao governo de Rondônia nas eleições de 2018. O PDT, de Acir Gurgacz, O PP de Cassol, o PMDB de Raupp e Confúcio, e o PSDB de Expedito. Mas tudo caminha para que essa disputa seja polarizada entre o grupo de Cassol e o de Acir Gurgacz.

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    As pesquisas e enquetes para o governo já apontam para essa polarização, mas não é possível prever quem estará em vantagem. Isso vai depender das articulações e do andamento das alianças. Quem tiver mais habilidade na hora de compor, pode se sair melhor na disputa, porque apenas popularidade não será suficiente.

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    Por que o PMDB ainda não emplacou o nome de Maurão de Carvalho como candidato viável? é cedo ainda para descartar as chances de Maurão, mas existem mais pontos contrários que favoráveis a ele. Maurão é novato no PMDB e não ganhou ainda a simpatia da militância.

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    O PMDB tem tradição em eleger governadores que não valorizam os companheiros depois de eleitos, ainda mais se Maurão nem é PMDBista. Ele foi para o partido apenas pela promessa de ser candidato ao governo. Ele se criou na base do Cassol e, de lá, não vem votos ou apoio a ele, especialmente se o grupo tiver um candidato.

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    O PSDB pode nem emplacar candidato ao governo, embora tenha crescido muito nessas ultimas eleições. Fez prefeitos e vereadores em municípios importantes. Até vereador em Vilhena ele elegeu, coisa que não tinha feito antes. Porém, para governo isso não será suficiente. A não ser que aconteça um revés, como em São Paulo e Porto Velho. Expedito, a estrela maior do partido, deve mesmo sair candidato ao senado.

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    Restaram, portanto, o grupo de Cassol e o de Acir nesse momento da corrida. A possibilidade de polarização tornou-se real depois dos aliados de Cassol anunciarem que ele estará elegível em 2018. Foi alvoroço na primeira semana, mas, com a noticia dada no Jornal Nacional sobre a denúncia na LavaJato, as coisas se acalmaram. Mesmo assim tem força.

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    O grupo liderado pela Senador Acir Gurgacz é o ouro ponto dessa polarização. Embora Acir não seja tão popular e acessível , goza de relativa credibilidade social e política, podendo agregar mais partidos e segmentos sociais que Cassol. Acir poderá, por exemplo, juntar no palanque dele, em 2018, a classe empresarial, cuja maioria está com ele, o entidades de esquerda, como partidos, sindicatos e associações.

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    Para o Senado, alguns PMDBistas já consideram a possibilidade de uma dobradinha entre Raupp e Confúcio.  Um pedindo voto para o outro. Lembrando que em 2018 o eleitor poderá votar duas vezes ao Senado. Se isso acontecer, há chances reais de eleger os dois ao Senado. Está provado, pelo histórico eleitoral do Brasil e de Rondônia, que esse tipo de dobradinha ao Senado dá muito certo.

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    E o Lula? SE não for preso até 2018, será eleito Presidente da República no primeiro turno. Mesmo preso, se puder concorrer, será eleito. A enredo da novela da LavaJato está mostrando que: ou a PF, o MP e o “tribunal de Moro” é incompetente, ou Lula é inocente.

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    Esse enredo está, também , deixando claro que a LavaJato tem um único alvo: o PT e o Lula. Em Rondônia, onde o PT nunca ganhou uma eleição para presidente, Lula lidera com vantagem a corrida presidencial para 2018. Em outras regiões brasileiras a diferença é ainda maior a favor de Lula. Não sou eu quem está dizendo. É povo. Eu entrevisto pessoas todos os dias.

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    Lula já foi julgado em “primeira instância” pela opinião pública, condenado, pagou a pena, mesmo assim recorreu e foi absolvido por mais de 50% da população. Agora, por mais que o condenem na justiça de MORO, prendam ele com ou sem provas, não terá mais condenação popular. A história vai escrever Lula como um dos maiores e mais importantes políticos da historia do Brasil.

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    E as eleições de 2018 devem reconhecer nas urnas o trabalho de dois importantes braços do governo Confúcio Moura. O DER está fazendo um trabalho grandioso no Estado, comandado por Ezequiel Neiva. Neiva deve vir a Deputado Estadual com votação expressiva.

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    Outro “braço forte” dessa administração é Evandro Padovani, Secretário da Seagri. Nunca se fez tanto pelo homem do campo em Rondônia como vem sendo feito nessa administração. O reconhecimento esta começando a aparecer, e Padovani vem recebendo apoio no Estado todo.

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    Caso Padovani deixe a Seagri no ano que vem para se candidatar, deve vir a Deputado Federal. Ele não está filiado a partido ainda, mas não deve faltar convite. Padovani pode ser uma das grandes promessas para 2018, mas por enquanto ele não confirma candidatura. “É cedo pra falar em política. Por enquanto só quero trabalhar”, desconversa ele.

    Dejanir Haverroth

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